Yôga é uma prática ancestral de origem indiana que visa objetivos diversos, tais como auto-conhecimento, equilíbrio entre corpo e mente, saúde física e espiritual e comunhão entre o indivíduo e o todo.Há dezenas de linhas diferentes de Yôga no mundo, que propõem não necessariamente caminhos contraditórios, mas sim, diversos caminhos para alcançar os mesmos objetivos.Agora você já pode praticar essa modalidade muito saudável ao corpo e a mente na sua academia preferida!
Dias: Confira grade no fim da página. Alunos: máximo de 15 pessoas ou aulas individuais / casal. Informações: As aulas são dinâmicas, de fácil aprendizado e o indicado é apenas vir com roupas confortáveis.
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História do Yoga na América do Sul
A primeira vez que no continente sulamericano ouviu-se falar sobre yoga foi por volta de 1920 na cidade de Buenos Aires, Argentina. Um jovem chamado Jehel, que mais tarde viria ser conhecido por Sri Sevânanda Swâmi, percorreu os pampas argentinos divulgando a yoga.
A partir do fim de 1932 a yoga ganhou outros ares com a fundação do GIDEE (Grupo Independente de Estudos Esotéricos) que funcionava como uma universidade espiritual, localizado em Montevidéu Uruguai. Ali estudava yoga, martinismo, teosofia, budismo, vedanta... do Uruguai, missões de membros de GIDEE percorriam o Brasil e demais países da América Latina, fomentando o estudo espiritual. Swami Sevânanda sempre esteve à frente deste grupo norteando o curso das instruções.
A partir de 1937 Sevânanda casou-se com Sadhana e os dois com um Trailer (Ermida Rodante) iniciaram o Movimento Alba Lucis, divulgando a espiritualidade por meio da yoga no Brasil todo e demais países do continente sul americano.
História do Yoga no Brasil
No Brasil, o Yoga teve início em 1.947, quando Sevananda (Leo Alvarez de Masqueville), francês criador do Sarva Yoga (Yoga Integral), apresentou seus ensinamentos em um Congresso no Rio de Janeiro, diante de mais de 5.000 pessoas, entre eles o brasileiro Caio Miranda. Sevananda, rosa-cruz, era um líder natural que detinha conhecimentos da sabedoria ocidental e procurava uni-la ao método milenar hindu, adaptando parte do sistema de Śri Aurobindo e, também, admitindo o pensamento de Vivekananda, Ramakrishna, Śivananda, Yogananda e Ramana Maharish como fundamentos de seu sistema.
Com seu carisma viajou por várias cidades dando palestras, e fundou um grupo de discípulos em Lajes (SC). Em 1.953 ganha um terreno de 12 hectares em Rezende (RJ), onde, com ajuda da sua esposa, Mestra Sadhana, de seu discípulo Sarvananda (George Kriti-kós) e de Vayuananda (Juan Carlos Ovídio Trotta), fundou, em 1.950, um centro estérico denominado Amo-Pax, um aśram de Sarva Yoga e um Mosteiro Essênio, compartilhando o mesmo espaço.
A primeira academia que se tem notícia no Brasil foi fundada em 1.957 pelo Professor de Educação Física francês Jean Pierre Bastiou, que foi o responsável por levar o primeiro grupo de estudantes à Índia, objetivando a formação dos primeiros instrutores de Yoga no Brasil. Em 1.958, Shotaro Shimada, paulista praticante de judô, que praticava Yoga como um meio de desenvolver a autodeterminação e o aumento da concentração, abriu o Instituto de Cultutra Yoga Shimada.
“Naquele tempo, o Yoga era visto como faquirismo e não co-mo uma ciência, um sistema... porque realmente o Yoga desenvolve certos poderes, porque tudo é fruto do poder da mente” .Após alguns anos de experiência, o monastério de Yoga de Rezende (RJ) encerrou suas atividades, em meados de 1.960. A partir dessa década, os professores brasileiros foram formados por Mestres da Índia, tais como Vishnudevananda, Datatreya, Dayananda, Yogendra, Śivananda, Iyengar, Krishinamacharya, Desikachar, Maharishi Mahesh Yogi, Dhivendra Bramachari, Gerard Blitz e outros.
Apoiando-se nos ensinamentos recebidos enquanto participante das atividades desenvolvidas pelo Amo-Pax, Alberto Lohman foi o pioneiro a levar para os hospitais psiquiátricos a prática de Yoga. Este médico psiquiatra, em parceria com prof. Hermógenes, estendeu esse trabalho aos hospitais não psiquiátricos. Por isso, o professor Hermógenes é considerado o pioneiro em medicina holística no Brasil.
Ainda na década de 1.960, Caio Miranda escreveu o primeiro livro brasileiro sobre Yoga, fundou academias em diversas cidades e formou os primeiros instrutores de Yoga, introduzindo o Yoga como profissão, ao contrário da direção mística e monástica de Sevananda. Crescia o Yoga no Brasil, através do carismático e controvertido Caio Miranda.
Outro grande líder mundial foi Shri Swami Vyaghrananda P Bhagwan, também conhecido como Mestre Kim (Hee Song Kim). Foi ele o introdutor do Raja Vidya Yoga no Brasil, assim como o Vajramushti em 1960, após passar por vários países. Pouco se fala nele, porque sendo um swami, ela bastante discreto e, após sua vida publica no exterior, decidiu migrar para o Brasil e aqui estabelecer e terminar seus dias. Em 1980 foi fundado o Vidya Yoga Ashram, em Curitiba - PR, pelo seu discípulo Shri Swami Vyaghra Yogi, atual Grão-Mestre do Vidya e Presidente da Ordem Filosófica. O Vidya Yoga segue a tradição paramparay - transmissão de conhecimento de Mestre a discípulo - o que permitiu que o vasto conhecimento da Cultura Hindu Rishi fosse perpetuado ao longo de mais de dez mil anos, desde que surgiu na Índia, nos sopés dos Himalaias, mais precisamente no Vale do Badarayana, no ano 8710 a.C.
Em 1.962, é fundada, no Rio de Janeiro, a ‘Academia Hermógenes de Yoga’. Neste período, a academia teve a colaboração de Vayuananda, vindo da experiência de Rezende, mas durante todo esse tempo nunca houve nenhum curso de formação de professores, mas todos os professores formados pelo professor Hermógenes foram preparados pessoalmente por ele, ao longo de anos de prática e convívio. Caio Miranda e o professor Hermógenes foram os pioneiros na literatura do Yoga no Brasil.
Em 1.964, o professor DeRose funda, aos 20 anos de idade, o Instituto Brasileiro de Yôga, em 1.965, Maria José Marinho, funcionária da Justiça Federal em Belo Horizonte, inaugura um Curso de Yoga numa pequena sala alugada e, em 1.966, outro importante centro, o Centro de Estudos Yoga Nārāyāṇa, é aberto em São Paulo, por Maria Helena de Bastos Freire. Assim, nas décadas de 1.950-1.960 o desenvolvimento do Yoga se deu através de academias, com os ensinamentos sendo repassados por transmissão oral. Na verdade, poucos dos professores acima tiveram mestres (gurus) oficialmente, mas sim caminharam com o seu livre arbítrio.
Inaugura-se, na década de 1.970, uma nova fase do Yoga no Brasil com a formação de inúmeras Associações, como decorrência do incentivo que alguns buscadores tiveram após vsuas viagens à Índia em busca de conhecimentos, como forma de disseminarem os ensinamentos adquiridos. A partir daí, os cursos de formação de professores começaram a ser delineados. No final dessa década foi criado o primeiro vinculo institucional com o exterior: a Federação Internacional de São Paulo.
Em 1.972, a paulista Maria Helena de Bastos Freire, sócio-fundadora da Associação Internacional de Professores de Yoga do Brasil (IYTA), funda, a nível Universitário (mas sem o reconhecimento do MEC), o 1º Curso de Formação de Professores de Yoga, com duração de três anos e meio (2.200 horas). Perdurando até os dias de hoje, já formou centenas de professores e foi o primeiro curso a esse nível em toda a América Latina. OBSERVAÇÃO: nenhum curso de Yoga até hoje foi oficialmente reconhecido pelo Ministerio da Educação e Cultura (MEC) por não se tratar de uma forma tradicional e arcaica de ensino. O Yoga é muito superior a qualquer sistema educacional medíocre.
Em 1.978 DeRose liderou a campanha pela criação e divulgação do Primeiro Projeto de Lei visando à Regulamentação da Profissão de Professor de Yoga. Sob sua influência, surgiram diversos Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yoga em em inúmeras Universidades pelo país. Em 1.981, Svami Sarvananda, Pierre Weil, Jean Pierre Bas-tiou, Maria Luiza S. Keddy, Caio Miranda e o casal Neyda e Octávio Melchyades Ulysséa, fundaram o 1º Curso Regular de Formação em Yoga, no ano de 1.981, na atual Faculdades Integradas Espírita, na época chamada de Faculdade de Ciências Bio-Psíquicas do Paraná.
Inaugira-se, nas décadas de 1.980-1.990, o surgimento de Federações e Associações por todo o país, com cursos de formação e abertura de academias. O objetivo era estabelecer um grupo forte de associações, federações, uma confederação e, finalmente, um conselho superior de Yoga.
Em 1.980, DeRose começou a ministrar cursos na própria Índia e a lecionar para instrutores de Yôga e em Portugal. Em 1982 realizou o Primeiro Congresso Brasileiro de Yôga. Ainda em 82 lançou o primeiro livro voltado especialmente para a orientação de instrutores, o Guia do Instrutor de Yôga; e a primeira tradução do Yôga Sútra de Pátañjali, a mais importante obra do Yôga Clássico, já feita por professor de Yôga brasileiro. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos concorrentes menos honestos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Mestre DeRose.
Em 1994, completando 20 anos de viagens à Índia, fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga em Portugal e na Argentina, diga-se de passagem que nenhuma delas com o reconhecimento oficial do MEC. Em 1997 o Mestre DeRose lançou os alicerces do Conselho Federal de Yôga e do Sindicato Nacional de Yôga. Muitos criticaram e ainda o criticam por isto.
Comemorando 40 anos de magistério no ano 2.000, recebeu em 2.001 e 2.002 o reconhecimento do título de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber em Yôga pela FATEA – Faculdades Integradas Teresa d’Ávila (SP), pela Universidade Lusófona, de Lisboa (Portugal), pela Universidade do Porto (Portugal), pela Universidade de Cruz Alta (RS), pela Universidade Estácio de Sá (MG), pela Câmara Municipal de Curitiba (PR) e pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração, a qual também lhe conferiu uma Comenda. Em 2.003 recebeu outro título de Comendador, agora pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
Em 2004 recebeu o grau de Cavaleiro, pela Ordem dos Nobres Cavaleiros de São Paulo, reconhecida pelo Comando do Regimento de Cavalaria Nove de Julho, da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Por lei estadual, em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, a data do aniversário do Mestre DeRose, 18 de fevereiro, foi decretada como o Dia do Yôga em todo o Estado. Isto realmente foi desastroso, pois o lobby feito foi por todas as associações, federações e confederações de Swásthya Yôga do país, mas não pelas demais linhas de Yôga.
Isso fez do Mestre DeRose o mais discutido e, sem dúvida, o mais importante Mestre de Yôga do Brasil, pela energia incansável com que tem divulgado o Yôga nos últimos 40 anos em livros, jornais, revistas, rádio, televisão, conferências, cursos, viagens.
Sempre exigiu muita disciplina e correção daqueles que trabalham com o seu método de Yôga Antigo, o Swásthya Yôga, criado e codificado por ele mesmo, o que lhe valeu a reputação de perfeccionista, bem como muita oposição dos que iam sendo reprovados nas avaliações das Federações lideradas por ele.
Defende categoricamente o Yôga Antigo, pré-clássico, pré-vêdico, denominado Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, o qual sistematizou e denominou Swásthya Yôga, o Yôga Ultra-Integral. Este tipo de Yôga não existe na Índia, mas foi criado e sistematizado muito bem pelo Mestre DeRose. Este artigo tem como objetivo nos ajudar a entender a história do Yôga, como ele surgiu e o que ocorreu com esta filosifia tão ancestral com o passar dos anos, até os tempos atuais.
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